Bicicleta como serviço: um caso (chinês) de sucesso

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As bicicletas retornaram às ruas de Pequim. Mas agora com uma nova roupagem, graças à economia de compartilhamento e um boom de empresas que trabalham no modelo as a service.

Conveniente, barato, prático e ´green`, o compartilhamento de bicicletas tornou-se febre entre estudantes e jovens profissionais nas principais cidades da China. Por que ter a sua própria bicicleta se você pode usar o seu telefone celular para digitalizar um código QR e desbloquear uma disponível, nova, usá-la pelo tempo que quiser, a preços incrivelmente baixos e quando não precisar mais largá-la e bloqueá-la novamente?

Atualmente, cerca de trinta empresas prestam serviços de compartilhamento de bicicletas na China. MoBike, com frota azul, e Ofo, com frota amarela, encontram-se entre as líderes de mercado. Seus objetivos, agora, são, por um lado, expandir os serviços para outras localidades (a MoBike, por exemplo, está ampliando os seus serviços para Cingapura) e, por outro, dominar o mercado chinês, retirando as concorrentes menores do caminho.

A luta pela hegemonia promete esquentar. A MoBike conseguiu mais de US$ 300 milhões de vários investidores, incluindo Temasek, Hillhouse Capital e Sequoia Capital. A Ofo obteve US$ 450 milhões da Didi Chuxing e da DST, além de ter conseguido a proeza de fazer o CEO da Apple, Tim Cook, pedalar uma de suas bicicletas.

O serviço de compartilhamento de bicicletas não é novo. Ele teve início em Nova York e Londres. No caso chinês, a novidade fica por conta do modelo de negócios. Na China, o usuário não precisa deixar a bicicleta alugada em um dos lugares reservados para depósito. Ao invés disso, pode largá-la onde quiser. Através da tecnologia GPS, a bicicleta é rastreada e localizada facilmente.

Em Pequim e Xangai, as bicicletas amontoam-se nas calçadas, em frente aos shoppings, restaurantes, escolas e centros empresariais. O negócio ganhou proporção tão grande que o governo fala agora em regular o serviço, criando zonas específicas autorizadas para estacionamento. Através de promoções e recompensas, a MoBike está buscando se antecipar à regulação, persuadindo os clientes a deixar as bicicletas em locais designados. Parece uma tática inteligente para permanecer forte no jogo. Mas haja promoção e recompensa! A guerra de preços promete esquentar.

Os serviços de compartilhamento de bicicletas deverão se expandir rapidamente para outros locais do mundo. O negócio parece ter boas chances de emplacar especialmente entre jovens, residentes em grandes e médias cidades com baixo índice de furto, terrenos planos, trânsito civilizado e clima convidativo.

Uma experiência como essa parece um tanto fora da realidade brasileira, embora, talvez, pudesse ser aplicada, com êxito, em menor escala, em locais e bairros específicos.

Fonte: Rebecca A. Fannin

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