Internet das pessoas: o novo paradigma no mundo empresarial

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Quem não ouviu falar da Internet das coisas (IoT)? Seguramente, a grande maioria já começou a se familiarizar com o termo que está promovendo uma verdadeira revolução tecnológica. Mas poucos devem ter ouvido falar da Internet das Pessoas (IoP).

Na IoT os produtos baratos podem gerar informações caras. Veja por exemplo os dispositivos com que podem ser colocados em lugares públicos, coletando um volume enorme de dados e informações. E o custo cada vez menor, com a diminuição drástica das tecnologias utilizadas para coletar e transmitir em tempo real.

Na IoP, sistemas inteligentes estão sendo disponibilizados por empresas de tecnologia para coletar dados sobre pessoas em diferentes ambientes, para uso gratuito ou de baixíssimo custo. Novas formas de comunicação que dão poder às pessoas para serem ouvidas e influenciar outras pessoas, poder que até pouco tempo atrás era reservado a políticos e jornalistas.

Numa palestra da que participei recentemente alguém disse, “quando o serviço é de graça o produto é você”. Nada mais certo, você utiliza de graça as redes sociais; caminha pelos corredores do supermercado tocando em produtos que poderiam lhe interessar; utiliza APPs diversos e completamente gratuitos; e assim vai. Mas o que você não sabe é que tudo o que faz gera informações que se traduzem em produtos para você, que não serão de graça, mas o ajudarão a tomar decisões, viver e ser feliz.

No ambiente de trabalho também são geradas muitas informações, e quem consegue coletá-las através de diferentes aplicativos poderá criar produtos mais eficientes.

Cada vez mais, passam a ser relevantes sistemas que ensinem as empresas o que une as pessoas de uma equipe bem-sucedida; o que faz com que as pessoas permaneçam trabalhando na empresa por vários anos; o que aumenta a rotatividade e expulsa permanentemente pessoas; o que permite que reine a harmonia e o trabalho produtivo.

Mas não são dados o que a empresa precisa. Menos de 10% delas consegue se basear na análise de dados para dirigir suas empresas. Poucas usam os dados de forma eficiente para conseguir melhores resultados.

Empresas focadas em tecnologia e metodologias associadas com a Internet das Pessoas (IoP), como Big Data, machine learning e People Analytics, estão desenvolvendo e colocando à disposição soluções cada vez mais inovadoras e devolvendo a informação gerada (coletada por diversos métodos) na forma de sistemas inteligentes que aprendem com o uso e se tornam ferramentas poderosíssimas para a tomada de decisão em diversas áreas.

É o caso do HRPM, produto que permite identificar o grau de afinidade que um candidato a uma determinada vaga possui com a política e o ambiente de trabalho da empresa e o que o faz feliz. Dessa forma, a empresa consegue ir aos poucos criando equipes de pessoas que compartilham preferências e gostos, oferecendo o ambiente ideal para elas. Luz natural, bombons ou lanches, morar perto ou tantas outras situações que podem aumentar a felicidade da pessoa. Mas cuidado, nem tudo o que é bom para um necessariamente é bom para outro. Por isso, é recomendável que equipes compartilhem preferências e interesses, de forma a diminuir o custo dos benefícios ou políticas adotadas pela empresa.

Imagine em uma equipe com dez pessoas, em que três delas estão muito interessadas em ter restaurante inside, outras duas acham que jamais comeriam dentro da empresa, porque acham importante uma saída em algum horário do dia, e outras cinco gostariam de levar sua própria comida. Qual a decisão da empresa? Por um restaurante interno, dar vale refeição ou colocar um micro-ondas e uma copa para a pessoa levar seu próprio alimento saudável? O investimento é bem diferente, mas a contribuição desse quesito para a satisfação dos trabalhadores pode ser relevante. E que dizer de outros muitos aspectos que podem também estar influenciando, como a temperatura ambiente, com uns gostando do frio gélido e outros não suportando o frio?

A IoP começa a ser o divisor de águas entre empresas mais e menos produtivas e eficientes. Empresas que desde já não se preocuparem com a interação dos seus funcionários, podem chegar tarde na nova realidade empresarial ora em conformação.

Ver também:

Felicidade e produtividade

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Silvia Frick
Colaboradora do site TIC em Foco. Atua na área de tecnologia para recursos humanos há mais de cinco anos, tendo participado do desenvolvimento de sistemas inovadores e metodologias para recrutamento e seleção de pessoas e avaliação por competências. As contribuições dos colaboradores para o site não necessariamente refletem a opinião dos administradores.

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