O profissional de score

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O profissional do futuro será um profissional versátil e de score, que obterá sua pontuação pelo seu desempenho em diferentes redes sociais; sites de desafios (como a plataforma estadunidense Kaggle); aplicativos de recrutamento, como o brasileiro Taqe; e diversos facilitadores de atuação profissional, como plataformas de freelancers (Nubelo, Infojobs, Freelancer, Geniuzz, Workana, etc.). Muito provavelmente, em pouco tempo, as empresas não mais exigirão o envio de currículo ou aplicarão testes psicológicos e comportamentais.

O Google já visualizou este futuro e deverá lançar uma ferramenta que permitirá pontuar os usuários de redes sociais, fornecendo um índice de qualidade com base no que cada um produz e no peso de sua presença na rede. Para isso, já possui um pedido de patente de score de autores em mídias sociais (US Patent 9.632.972).

A pontuação dos autores de redes sociais deverá ser aproveitada por empresas de recrutamento, que a utilizarão para compor o score de cada profissional em seus bancos de dados. Profissionais com alto score poderão se libertar de trabalhar em apenas uma empresa, com horário definido e chefe, fazendo com que seus serviços possam ser vendidos de forma autônoma e com prazos previamente acordados. Quanto maior o score do profissional, maior será a probabilidade de trabalhar quando, onde e pelo tempo que quiser.

Assim, o talento tradicional será substituído pelo profissional de score, que construirá sua reputação com base na performance obtida em serviços prestados para empresas. Este profissional será indispensável em atividades que não poderão ser realizadas por máquinas, como traçar estratégias e criar conteúdo de campanhas publicitárias.

A empresa do futuro, por sua vez, buscará realizar boa parte de suas atividades utilizando máquinas e ferramentas de alta tecnologia, mantendo um relacionamento mais leve com seus colaboradores. A tendência é que bancos de dados inteligentes (como o que está preparando a empresa americana Lee Hecht Harrison – LHH) permitirão identificar o melhor profissional para desenvolver uma atividade chave para a empresa.

Da mesma forma que o profissional, a empresa cada vez mais será avaliada por funcionários e candidatos, obtendo uma pontuação que a fará mais ou menos atrativa para conquistar talentos, como já vem acontecendo com a estadunidense Glassdoor, e as brasileiras Lovemondays e Biotech-Space (EMD – Escolha de Mão Dupla e EMD-TI, no site TIC em Foco). Empresas que não oferecerem as condições que os profissionais anseiam perderão pontuação e capacidade de recrutar profissionais de alto score.

A tendência está ficando clara: tanto a empresa como o profissional buscarão cada vez mais relacionamentos curtos e eficazes, um resolvendo o problema do outro e os dois procurando aumentar seu score.

Preparem-se! A empregabilidade poderá sofrer mudanças radicais e empresas e profissionais precisarão se adaptar, buscando manter boa reputação na Web. Sendo assim, é necessário desde já preparar os jovens das novas gerações, educando-os para atuar de forma autônoma e para suportar com naturalidade a avaliação permanente de superiores e pares e do público em geral.

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