Quem chegará primeiro? Façam as suas apostas

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Para as grandes empresas de tecnologia, tais como Apple, Google, Facebook e Amazon, cujas receitas alcançam muitos bilhões de dólares, continuar crescendo a taxas significativas pode se tornar um grande desafio. Isso porque existem poucos mercados que acenam com oportunidades de ganhos exponenciais, dentro do que poderia ser a expectativa dessas empresas.

O setor automobilístico, com a promessa dos carros futuros facilitados fortemente por tecnologia, é um deles.  Assim, que as fabricantes tradicionais de automóveis, Ford, GM, Fiat-Chrysler, etc. ponham as suas barbas de molho, pois, nos próximos anos, é de se esperar uma movimentação significativa de players no setor, o que irá se constituir em uma grande briga de gigantes.

E não é de hoje que as empresas de tecnologia estão mirando o setor automobilístico. Várias delas já manifestaram o seu interesse pela próxima geração de automóveis, os carros autônomos, um mercado que envolve muito dinheiro. Parece que a Alphabet, conglomerado do que a Google faz parte, abandonou o plano que vinha cultivando de fabricar carros. Agora, a divisão Waymo da Alphabet busca aprender com o projeto Google Car, para transformá-lo na alma da nova geração de autônomos. Com essa estratégia, a Alphabet redireciona o seu interesse para a Delphi ao invés de focar os olhos na GM.  Mas a Alphabet é uma exceção. Outras gigantes de tecnologia parecem ainda continuar focadas na ideia de estampar as suas próprias marcas nos carros do futuro, nutrindo interesse pela mecânica e não só pensando em software e automação.

O que faz a batalha tender a favor das empresas de tecnologia é que elas contam com dinheiro no bolso. Muitas das fabricantes de automóveis, ao contrário, estão cheias de dívidas que precisam ser honradas. Mais vulneráveis, portanto. Diante de um cenário de recessão, poderiam perder terreno, facilitando espaço para as novas entrantes.

Mas é cedo, ainda, para conhecer o resultado do combate. Estamos, por assim dizer, apenas no primeiro round de uma luta de muitos rounds e incertezas. Isso porque, apesar das vantagens que possuem, as gigantes de tecnologia ainda estão longe de dominar a parte mecânica dos carros. Em sentido inverso, as fabricantes tradicionais de automóveis tampouco possuem o domínio do software. A grande questão é saber quem conseguirá aprender mais rapidamente e transformar o aprendizado em negócio. Será que as fabricantes de automóveis conseguirão se tornar desenvolvedoras de software antes que as empresas de tecnologia aprendam a fabricar carros? A chave que abre o grande mercado do automóvel do futuro descansa na combinação ainda não alcançada por nenhum player da capacidade para fabricar carros com a competência para desenvolver software intuitivo e inteligente, capaz de oferecer para os usuários experiências e serviços sem precedentes.

Nessa contenda entre gigantes, pequenas empresas podem trazer contribuições importantes e afetar o rumo do combate. Como exemplo, vale mencionar a MobilEye, de Israel. A empresa desenvolve sistemas para visão de máquina e algoritmos de detecção de movimento para alertas sobre riscos de acidentes. É fornecedora para várias fabricantes de automóveis (Audi, BMW, GM, Nissan, Volkswagen e Volvo). Recentemente fechou acordo com dois fabricantes para fornecer sistemas para carros autônomos.

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