Setor de TI no Rio de Janeiro demite mais que contrata em 2016, diz estudo

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TIC em Foco, a partir de reportagem da Agência Brasil, por Alana Grana

De janeiro a setembro de 2016, no Brasil, no setor de software e serviços de TI, foram extintos 2.327 postos de trabalho em ocupações de TI.

Embora algumas unidades da federação tenham conseguido manter um saldo positivo de admitidos em relação a desligados, os dois maiores polos empregadores de mão de obra em TI vêm tendo um fluxo maior de demissões que de contratações. Rio de Janeiro foi a unidade da federação que registrou as piores perdas. De 2013 a setembro de 2016, foram fechados 1.573 postos de trabalho, uma redução de 8% em relação ao total de profissionais empregados em 2013. Em São Paulo, que concentra o maior número de empresas do setor, o saldo também foi negativo no período, com a perda de 1.910 ocupações, equivalendo a 2% do total dos empregos em TI no setor, existentes em 2013.

Os dados são da pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (TI Rio), com base em informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho.

A crise financeira enfrentada pelo Rio de Janeiro e a redução dos investimentos da Petrobras, grande contratadora de serviços de tecnologia da informação (TI), contribuíram para uma retração maior do setor de software e serviços de TI no estado, acredita o coordenador da pesquisa e diretor do TI Rio, Luiz Carlos Sá de Carvalho.

A pesquisa mostra que o estado do Rio de Janeiro oferece melhores salários aos profissionais de TI. A média salarial era de R$ 5.641, em 2015, no Rio; seguido de São Paulo, com R$ 5.497, e média de R$ 4.999 para o total Brasil. Apesar da remuneração maior, muitos profissionais da área parecem estar migrando do Rio de Janeiro para outras regiões do país.

Carvalho destacou que vários segmentos pagam melhor os profissionais de TI do que o próprio setor, onde a média salarial cresceu 0,9% em 2015, em relação ao aumento médio de salários observado entre 2007 e 2015. Em demais setores, o crescimento foi de 1,5%. “As empresas usuárias estão pagando salários melhores e estão procurando mais profissionais do que o próprio setor”, disse.

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